Como eu aprendi inglês sozinho e me formei em uma universidade americana

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“… os meus pensamentos geraram as emoções necessárias para que eu agisse tomei a decisão de ser o responsável pelo meu aprendizado… e alcançar os resultados com os quais eu tanto sonhava”.

Era fevereiro de 2003. A temperatura estava em torno de -10oC (isso mesmo, 10 graus negativos!). Havia dois anos que eu estava morando nos Estados Unidos, na cidade de Nova York. Eu estava almoçando (sentado em uma lata de tinta) na companhia dos meus colegas de trabalho, em uma mansão a poucos quilômetros de casa. Nós éramos da equipe de pintura. Eu era o encarregado por preparar todos os rodapés da casa (colocar silicone nos vãos). Eu usava joelheira! Que alívio!

A comida, mesmo no recipiente térmico, não estava tão quente. A conversa, morna como sempre: Brasil, projetos, sonhos, causos, piadas – tudo sem muito entusiasmo. De repente, eu tive uma das experiências mais marcantes da minha vida: um silêncio profundo em meio a toda conversa. Já não ouvia vozes, nem garfos raspando vasilhas… era só silêncio. Me recordo de olhar pela janela e ver a neve caindo, muita neve. Mas a coisa mais espetacular que caia naquele momento era a ficha, uma ficha.

Meu Deus, a ficha caiu! Todos os sonhos que eu tinha até aquele momento – cursar uma universidade americana; trabalhar em uma multinacional, lá mesmo nos Estados Unidos; expandir o meu conhecimento e a minha experiência de mundo; enfim, trocar a joelheira pela gravata (meu ideal de trabalho naquela época) – dependiam de algo que eu não possuía e muito menos acreditava que poderia possuir, visto que já fazia dois anos que eu estava morando na Big Apple, no coração do mundo, e isto continuava sendo uma realidade intangível: falar inglês.

Mas como falar inglês poderia ser uma realidade intangível se eu morava nos Estados Unidos da América!? Veja bem, morar na terra do Tio Sam e se relacionar com a língua inglesa são, para muitas pessoas, duas realidades distintas. E assim foi para mim. Desde quando lá cheguei (ainda antes das torres gêmeas serem derrubadas), passei a morar com colegas brasileiros, frequentar somente lugares brasileiros (restaurantes, mercados, etc.), participar das Missas dominicais em Paróquias brasileiras, trabalhar com brasileiros e pessoas que falavam somente espanhol, e, inclusive, assistir canal brasileiro na TV (Globo internacional). Confesso: eu assistia novela!

Foi um período de grande aprendizagem na minha vida, pois eu estava vivendo experiências novas a cada dia. Guardo boas lembranças. Mas aprender inglês que é bom, nada. No entanto, depois daquele almoço (meio morno) naquele dia (muito frio) a minha vida foi aquecida por um desejo de conquista que eu nunca havia experimentado. Naquele dia, eu compreendi o que deveria fazer para tornar possível ter um diploma de uma universidade americana, trabalhar em multinacionais, mudar a minha realidade. Eu precisava me relacionar com a língua inglesa, independentemente se eu conhecia algum americano ou não. Eu precisava ter contato diário com a língua inglesa, independentemente se eu tinha alguém para me “ensinar” aquele idioma ou não. Eu precisava aprender inglês de uma vez por todas; e isto dependia apenas de mim!

Pensamentos … Emoções … Ações … Resultados!

A partir daquele momento, no qual os meus pensamentos geraram as emoções necessárias para que eu agisse, eu iniciei o meu Projeto de Fluência na Língua Inglesa. “Where there’s a WILL, there’s a WAY” (Querer é Poder)! … este pensamento permeava cada passo que eu dava rumo ao meu objetivo de ser fluente em inglês e alcançar os resultados com os quais eu tanto sonhava. Fiz, então, uma lista do que eu deveria mudar/acrescentar na minha vida para criar um MODO DE IMERSÃO EM INGLÊS, já que, apesar de morar nos EUA, eu não estava imerso nem no idioma, nem na cultura americana:

– Morar com pessoas com as quais eu me comunicasse apenas em inglês;

– Cancelar o canal de TV brasileiro;

– Assistir, todos os dias antes de sair para o trabalho, ao noticiário do canal local NY1;

– Comprar, todos os dias, o New York Times e ler pelo menos um artigo completo;

– Frequentar restaurantes e mercados americanos;

– Comprar livros em inglês e, todos os dias, fazer a leitura em voz alta;

– Assistir filmes em inglês SOMENTE sem legendas;

– Ouvir, todos os dias, um pouco de rádio em inglês;

– Me expor ao idioma sem medo, vergonha ou qualquer sentimento de inferioridade;

– Acreditar em mim e, acima de tudo, estar 100% comprometido com os meus sonhos.

Em nenhum momento, durante esta minha jornada para ser fluente em inglês, eu me preocupei em estudar inglês (verbos irregulares, regras disso, regras daquilo). Eu não aguentava mais estudar estas coisas e continuar sem conseguir entender e falar inglês. Era muito frustrante, pois eu havia estudado com professores particulares e em cursinhos de inglês durante muitos anos da minha infância e adolescência no Brasil.

A lista que preparei foi bastante intuitiva. Naquela ocasião eu não sabia que estava optando pelo que chamamos de Language Acquisition (assimilação da língua: para quem quer ser fluente em inglês, mas não necessariamente quer ser professor de inglês) ao invés do tradicional Language Learning (estudo formal da língua: para quem quer ser professor de inglês, tradutor, ou atuar em outras atividades que exijam um conhecimento profundo da língua; assim como aqueles que desejam seguir o mesmo caminho com a língua portuguesa devem fazer – saber português com profundidade).

Não foi um processo fácil. Afinal, o valor de algo é o quanto ele custa para ser adquirido. E a fluência na língua inglesa não aconteceu na minha vida de mão beijada. Eu me esforcei muito. Me custou energia psicoemocional (controlar a ansiedade e a frustração por não entender o que lia, assistia ou ouvia; acreditando que de todo input resultaria o output), tempo de dedicação (um compromisso sério e diário de relacionamento com o idioma, de diferentes formas – lendo, assistindo, ouvindo) e, inclusive, dinheiro – investimento financeiro – (comprando livros, jornais, alugando filmes).

A fluência no inglês, que eu desenvolvi a partir do dia que tomei a decisão de ser o responsável pelo meu aprendizado, não apenas mudou a minha realidade, mas também transformou a forma como eu experimento o mundo, como eu cresço pessoal e profissionalmente. Eu pendurei as joelheiras e consegui um emprego em uma grande empresa – uma multinacional, lá nos EUA. Entrei na universidade e me formei com honras Cum Laude – uma universidade americana, (me permita o pleonasmo) lá nos EUA.

E, assim, a língua inglesa passou a fazer parte da minha vida, de modo que hoje me dedico integralmente a ajudar outras pessoas a também desenvolverem as suas habilidades neste idioma e alcançar resultados excepcionais em suas vidas. A temperatura que aquece o meu desejo de conquista em todas as áreas da minha vida, e o desejo de impactar a vida de outras pessoas, não para de subir – está a cada dia mais quente. Nada mais de pensamentos mornos! Tudo é possível àquele que acredita, vai lá e faz!

Foi assim que eu aprendi Inglês sozinho e me formei numa Universidade Americana. Foi assim que eu aprendi que “Where there’s a WILL, there’s a WAY”. Foi assim que eu aprendi que ao mudar o meu mindset eu mudo também os meus resultados.  

E você, já fez a lista do que você deve mudar/acrescentar na sua vida para criar um MODO DE IMERSÃO EM INGLÊS? Você quer mudar o seu mindset e ser fluente em Inglês? Deixe o seu comentário e partilhe conosco as suas iniciativas.


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